Quando eu digo, aqui, inúmeras vezes, que o Gre-Nal é um clássico de grande rivalidade, mas também de grande disparidade, tem gente que não acredita...
Foi um jogo atípico porque fui sacaneado pela minha namorada. Não, não fui enganado, ludibriado, pisoteado moralmente (para não dizer corneado), muito embora a situação tenha sido quase tão constrangedora quanto. No meio da semana passada, eu e a Laura conversamos sobre onde assistir ao Gre-Nal de ontem, 19h30min. "Na minha casa, em Porto Alegre! Já que temos formatura sábado à noite, a gente dorme lá e vê o jogo na minha casa, tranqüilamente...", disse ela.
Ao que rebati: "Mas Laura, teus irmãos vão estar onde? Praia? Teus pais não vão estar, sei, mas e os teus irmãos?" (meus dois cunhados são gremistas)
Ela disse que não voltariam da praia, PROVAVELMENTE, logo, tudo sob controle. Balela. Por volta das 19h, não só os dois chegaram - com todo o direito e o poderio de assistirem ao clássico no sofá da sala - como também outros três amigos. Contando esses cinco, mais a Laura e a minha concunhada, eram sete. Sete gremistas e eu, ali, perdido, solitário, sem saber se saía, se ficava, se me enfiava na cozinha e escutava apenas...
No entanto, fui até o quarto, vesti a vermelha, coloquei uma outra vermelha ao redor do pescoço e parti para me sentar em uma das poltronas. Pronto pra guerra.
Quis o destino que em um detalhe o Inter marcasse um gol até que bonito para um Gre-Nal, mas meio sem querer no fim das contas. Bom, quando a bola batia no joelho do Jardel, há uns 15 anos, o lado de lá também não falava nada... Logo, comemorei. E gritei sozinho em meio a um silêncio atônito, estático, que perguntava-se: "o que o Joílson faz em campo?" e esbravejava "e o Souza não joga mais merda nenhuma!", levantando-me e dando socos no ar com a camiseta em punho, com uma vontade louca de soltar já de voz rouca um "chupa, gazela! VAMO INTEEEEER!", algo tipo aquela empolgação que praticamente só no estádio é passível de se conviver em paz. Na paz daqueles segundos que sucedem um gol em Gre-Nal.
O jogo
Foi parelho. Marcado, pegado, porém até que jogado e aberto demais para um Gre-Nal, com boas chances criadas dos dois lados. Ambos os ataques foram quase ineficientes, com (pra variar) boas defesas de Victor e algumas boas tiradas da zaga do Inter, que na verdade mal deixou algum gremista se aproximar da área para valer.
O gol foi um detalhe, vindo de um lançamento despretensioso de Andrezinho, que elevou a bola para frente, levando-a a cair (e bater) nas costas de Edu, sobrando para Alecsandro, que guardou. Traves, chutes, carrinhos, cartões, diversos passes errados e faltas absurdas marcadas pelo juiz para os dois não interferiram no resultado do jogo. Se alguém tivesse que vencer, seria o Inter.
Foi um jogo atípico porque fui sacaneado pela minha namorada. Não, não fui enganado, ludibriado, pisoteado moralmente (para não dizer corneado), muito embora a situação tenha sido quase tão constrangedora quanto. No meio da semana passada, eu e a Laura conversamos sobre onde assistir ao Gre-Nal de ontem, 19h30min. "Na minha casa, em Porto Alegre! Já que temos formatura sábado à noite, a gente dorme lá e vê o jogo na minha casa, tranqüilamente...", disse ela.
Ao que rebati: "Mas Laura, teus irmãos vão estar onde? Praia? Teus pais não vão estar, sei, mas e os teus irmãos?" (meus dois cunhados são gremistas)
Ela disse que não voltariam da praia, PROVAVELMENTE, logo, tudo sob controle. Balela. Por volta das 19h, não só os dois chegaram - com todo o direito e o poderio de assistirem ao clássico no sofá da sala - como também outros três amigos. Contando esses cinco, mais a Laura e a minha concunhada, eram sete. Sete gremistas e eu, ali, perdido, solitário, sem saber se saía, se ficava, se me enfiava na cozinha e escutava apenas...
No entanto, fui até o quarto, vesti a vermelha, coloquei uma outra vermelha ao redor do pescoço e parti para me sentar em uma das poltronas. Pronto pra guerra.
Quis o destino que em um detalhe o Inter marcasse um gol até que bonito para um Gre-Nal, mas meio sem querer no fim das contas. Bom, quando a bola batia no joelho do Jardel, há uns 15 anos, o lado de lá também não falava nada... Logo, comemorei. E gritei sozinho em meio a um silêncio atônito, estático, que perguntava-se: "o que o Joílson faz em campo?" e esbravejava "e o Souza não joga mais merda nenhuma!", levantando-me e dando socos no ar com a camiseta em punho, com uma vontade louca de soltar já de voz rouca um "chupa, gazela! VAMO INTEEEEER!", algo tipo aquela empolgação que praticamente só no estádio é passível de se conviver em paz. Na paz daqueles segundos que sucedem um gol em Gre-Nal.
O jogo
Foi parelho. Marcado, pegado, porém até que jogado e aberto demais para um Gre-Nal, com boas chances criadas dos dois lados. Ambos os ataques foram quase ineficientes, com (pra variar) boas defesas de Victor e algumas boas tiradas da zaga do Inter, que na verdade mal deixou algum gremista se aproximar da área para valer.
O gol foi um detalhe, vindo de um lançamento despretensioso de Andrezinho, que elevou a bola para frente, levando-a a cair (e bater) nas costas de Edu, sobrando para Alecsandro, que guardou. Traves, chutes, carrinhos, cartões, diversos passes errados e faltas absurdas marcadas pelo juiz para os dois não interferiram no resultado do jogo. Se alguém tivesse que vencer, seria o Inter.



